Menina Mulher Flutuante

a arte de ser equilibrista numa sensação esvoaçante, de menina que quer ser grande e de mulher que não quer crescer

sábado, 17 de fevereiro de 2007

Aquele sentimentosinho



Minha janela aberta me convida a concorrer com os vôos domésticos, que atingem paraísos a 2.800 Km de distância.

Contemplo a noite, o dia, a tarde. As nuvens. O sol e suas nuances. Minhas asas não crescem. Me revolto. Mas sei que para isso há um bom motivo.

Contemplo a beleza que fica só na minha lembrança. Os lábios, os cheiros, os sabores, estarão para sempre gravados na minha alma. O carinho e admiração que foram criados, não se extinguem e sobrevivem à dor.

É bom lembrar dos abismos de sensações fantásticas. Das descobertas e prazeres infinitos.

A entrada para a adolescência é inesquecível.

É triste perceber que a realidade cai e acerta em cheio, por cima dos meus olhos, jogando sobre mim um véu, cegando a ilusão.

Meu coração se aperta, se encolhe. Não é possível ter acesso. Não tenho autorização.
A perfeição só existe com a capacidade de afastamento e será sempre um sonho bom, que me faz sorrir nos momentos mais adversos ou diante das mais grotescas desilusões.

sexta-feira, 16 de fevereiro de 2007

Inesquecível solidão de prazeres ou Suavidades finais



Repetições frenéticas que se repetem...

Sempre a mesma coisa, sempre as coisas mesmas.

Correrias nossas, lerdezas outras, problemas de fora pra dentro, soluções de dentro pra fora.

Stress.

Brigas, gritos, abraços, sorrisos, beijos, carinhos.

Aproximações de quem não ainda não conheço, afastamentos daquela que quase amei pro resto da vida.

Espero a dor e a solidão profunda e interminável.

Atônita, me forço a entender que há mais do que um chão de terra batida.

Mais do que a chuva, mas do que as dívidas.

Descobri que eu ainda sei sorrir, cantar e dançar.

Noite solitária de quem eu desejo, porém completa de quem eu mereço.

Angústias que se vão, reflexões que ficam.

Saudades imensas que criam lágrimas.

O psicotrópico que vem e nos tiram gargalhadas.

Vida que segue, na esperança do destino trazer boas e novas afinidades para eu preencher com meu ser reflexivo e ansioso.

Surpresas, a alegria e a paz brotam. E florescem. E conjugam. E brincam. E ficam.