Dolorosas divagações ou recitação permanente de efeitos surpreendentes
Olhar para dentro e viajar para aquilo que realmente se quer é algo simples simples demais e combina com a simplicidade da vida sim como imaginar o sorriso o desejo o prazer a alegria a descontração o carinho a amizade o amor a beleza o descanso o céu a terra o mar a brisa tudo isso misturado num tornado enlouquecedor ensurdecedor sacudindo as pessoas e as cidades revolvendo as terras fazendo as árvores voarem nos cérebros sem idéias e sem parafusos tudo polarizado e esvoaçante num segundo numa troca de estações do metrô sob os olhares dos curiosos e curiosas que lêem o que lhes convém e também o que convém a quem lhes domina a vontade e o desejo de abrir os braços infinitamente numa vã busca por aquilo que lhes apetece por agora ou depois ou nunca ou tarde demais perturbação pouca é bobagem porque quero saltar rumo ao infinito gelatinoso e neutralizante do todo como se a densidade do ar e da água e do vácuo pudessem se adaptar aos desejos de quem se joga na ânsia de alcançar os demais sem nunca seguir seu próprio caminho sem os barulhos de sempre e com os barulhos do outro lado que deixam o status de barulho para se tornarem melodias alegres e suaves como singelas guitarras que gritam e encaram aos seres humanos sem a ajuda das cordas ou de mãos desmerecedoras e o peito abre e as pernas abrem e a boca abre e a mente abre e o livro abre e o coração abre e a bolsa abre e a porta abre e a casa abre e a virtualidade abre e capitalização abre e a terra abre e tudo se come numa única inconclusão sobre a triste constatação da felicidade frugal que nem ela se sabe como lidar encontrar ou expressar.


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