Ser e não ser!!
Pós eleições de resultados pré conhecidos. Oposicionistas entristecidos, porém conformados com a rendição da classe média ao povo. Para eles, foi um domingo qualquer, literalmente. Com uma segunda-feira cheia de novos assuntos, cheia de velhos assuntos, simplesmente cheia de tudo o que não requer discussão política.
Ninguém comenta. Disfarça. Tem algo urgente para terminar mesmo.
E o povo, nem feliz nem triste, apenas escolheu aquele que o representa, aquele que lhe aparenta semelhança. Mas sem muita emoção. Sem aquele entusiasmo do desvirginamento político. Sem paixão. Só a razão. Sopesando o melhor, o pior, o que te inclui, o que não te exclui.
Um novo não ao conservadorismo em várias regiões, com reforços.
Orgulho do Norte e Nordeste.
Mas não só de política se vive.
Se vive de amor. Flor delicada e cheirosa, por vezes despetalada pelo vento.
Por vezes lhe retiram a beleza por não a enxergarem adequadamente...
Por vezes lhe retiram o viço ao não deixarem que fique ao sol, ao ar livre, respirando...
Se morre de amor.
Quando a flor é violentamente arrancada e com ela, as esperanças, as alegrias, as Felicidades.
Às vezes a flor renasce, às vezes não.
Às vezes vira um buquê, que pousa num vaso e é contemplada por todos.
Às vezes simplesmente morre sozinha, enterrada e humilhada.
Quero que me entreguem flores, mas não quero recebê-las!
Quero olhar o jardim de cima, sobrevoar o amor e a sua exposição ou a sua discrição e avaliar a felicidade. Dar uma nota a ela, defini-la, gozá-la.
Vou definindo a minha estratégia e quero tomar as decisões e fazer do meu jeito.
Será preciso ficar só pra se viver?


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