Menina Mulher Flutuante

a arte de ser equilibrista numa sensação esvoaçante, de menina que quer ser grande e de mulher que não quer crescer

terça-feira, 31 de outubro de 2006

Ser e não ser!!

Pós eleições de resultados pré conhecidos. Oposicionistas entristecidos, porém conformados com a rendição da classe média ao povo. Para eles, foi um domingo qualquer, literalmente. Com uma segunda-feira cheia de novos assuntos, cheia de velhos assuntos, simplesmente cheia de tudo o que não requer discussão política.
Ninguém comenta. Disfarça. Tem algo urgente para terminar mesmo.
E o povo, nem feliz nem triste, apenas escolheu aquele que o representa, aquele que lhe aparenta semelhança. Mas sem muita emoção. Sem aquele entusiasmo do desvirginamento político. Sem paixão. Só a razão. Sopesando o melhor, o pior, o que te inclui, o que não te exclui.
Um novo não ao conservadorismo em várias regiões, com reforços.
Orgulho do Norte e Nordeste.


Mas não só de política se vive.

Se vive de amor. Flor delicada e cheirosa, por vezes despetalada pelo vento.

Por vezes lhe retiram a beleza por não a enxergarem adequadamente...

Por vezes lhe retiram o viço ao não deixarem que fique ao sol, ao ar livre, respirando...

Se morre de amor.

Quando a flor é violentamente arrancada e com ela, as esperanças, as alegrias, as Felicidades.

Às vezes a flor renasce, às vezes não.

Às vezes vira um buquê, que pousa num vaso e é contemplada por todos.

Às vezes simplesmente morre sozinha, enterrada e humilhada.

Quero que me entreguem flores, mas não quero recebê-las!

Quero olhar o jardim de cima, sobrevoar o amor e a sua exposição ou a sua discrição e avaliar a felicidade. Dar uma nota a ela, defini-la, gozá-la.

Vou definindo a minha estratégia e quero tomar as decisões e fazer do meu jeito.

Será preciso ficar só pra se viver?