Menina Mulher Flutuante

a arte de ser equilibrista numa sensação esvoaçante, de menina que quer ser grande e de mulher que não quer crescer

quinta-feira, 16 de novembro de 2006

Amor continental

Estava tudo resolvido. Adeus de um lado, lágrimas do outro. Dor. Separação.

Seria assim se não existisse telefone e internet. Nem eu te amo. Nem pensamentos constantes. Falta de aceitação.

Dilemas de um país de dimensões continentais. As pessoas insistem em transpirar beleza e maravilhas hipnotizantes de múltiplos encantos.

Controle do tempo e do espaço.

Dizer eu te amo.

Flutuar até o extremo leste atlântico, sentindo o aroma da pele macia que encanta.

Distâncias relativizadas. E a ilusão dos sonhos azuis de prazeres desejados se transformam no paradisíacos mundo dos gozos reais, ainda que proibidos.