Ardências memoráveis pulsantes na tarde de estudos
Estou isolada, encurralada em meio a um ambiente limpo e lindo, com plantas, luzes, brilhos. E ainda há o sol. A música de menina ressoa por meus ouvidos e contagia minha alma. Recebo convites de pessoas de origens e idades variadas. Penso nas soluções para os problemas dos outros. Finalizo minhas obrigações mais urgentes, sem necessidade de impetuosidades verbais.
A tarde termina tranqüila e preguiçosa, sorrindo para mim, me convidando para o deleitar da noite e os prêmios da manhã. Eu sorrio de volta, como há tempos não fazia, me enamorando do pôr do sol, encontrando beleza onde ela nem mesmo quer existir. Isso sim é que é felicidade. Nem as pílulas interessantes poderiam prever essas sensações.
Sim, sim, estou estudando... tenho os meus objetivos. Minha necessidades, minhas obrigações.
Mas.....
Eis que surge a musa. Surge elétrica, me contagia pelo ar, eu a respiro, sinto seu perfume chegando de longe. E tudo pára de repente. Quero refletir mais, quero mais tempo. Mas ela está aí na minha frente, pronta para mim. Ela me chama. Me presenteia com o seu universo sensorial de amabilidades e possibilidades. Eu tenho que agir. Tenho que seguir meus próprios conselhos?! Ou... Não, não quero perder a minha musa, não quero que me abandone, injustamente.
Me lembro de como é a pele, tão macia nas noites de abraço. E desejo que me toquem, urgentemente.
Umas olham e outras sugam. Há quem queira imaginar e tenha medo da realidade reluzente do término dos prazeres. Quero despertar a luxúria novamente. Que a despertem também. Que a despertem. Desperte!
Eu me abro... tudo é propício.... me inundo... Me permito fechar os olhos e abrir os lábios tão naturalmente que nenhuma das almas ao meu redor perceba o meu jogo. Jogo de calor que refresca. Me sinto culpada por breves segundos. E volto para as loucuras inebriantes dessa ausência de ilusão.
A tarde termina tranqüila e preguiçosa, sorrindo para mim, me convidando para o deleitar da noite e os prêmios da manhã. Eu sorrio de volta, como há tempos não fazia, me enamorando do pôr do sol, encontrando beleza onde ela nem mesmo quer existir. Isso sim é que é felicidade. Nem as pílulas interessantes poderiam prever essas sensações.
Sim, sim, estou estudando... tenho os meus objetivos. Minha necessidades, minhas obrigações.
Mas.....
Eis que surge a musa. Surge elétrica, me contagia pelo ar, eu a respiro, sinto seu perfume chegando de longe. E tudo pára de repente. Quero refletir mais, quero mais tempo. Mas ela está aí na minha frente, pronta para mim. Ela me chama. Me presenteia com o seu universo sensorial de amabilidades e possibilidades. Eu tenho que agir. Tenho que seguir meus próprios conselhos?! Ou... Não, não quero perder a minha musa, não quero que me abandone, injustamente.
Me lembro de como é a pele, tão macia nas noites de abraço. E desejo que me toquem, urgentemente.
Umas olham e outras sugam. Há quem queira imaginar e tenha medo da realidade reluzente do término dos prazeres. Quero despertar a luxúria novamente. Que a despertem também. Que a despertem. Desperte!
Eu me abro... tudo é propício.... me inundo... Me permito fechar os olhos e abrir os lábios tão naturalmente que nenhuma das almas ao meu redor perceba o meu jogo. Jogo de calor que refresca. Me sinto culpada por breves segundos. E volto para as loucuras inebriantes dessa ausência de ilusão.

